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Osteogenesis Imperfecta em Obstetricia. Relato de Caso
Ticiana Goyanna Lyra, Vanessa Alves Fernandes Pinto, Fabio Andre Barbosa Ivo, Jedson dos Santos Nascimento
Rev Bras Anestesiol, 2010;60(3):323-328
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Osteogenesis Imperfecta é uma condição rara, principalmente em pacientes obstétricas. A prevalência estimada é
de 1/10.000 na população geral e 1/25.000 a 30.000 em pacientes obstétricas. O objetivo deste artigo foi relatar caso raro de gestante a termo,
portadora de Osteogenesis Imperfecta, submetida à operação cesariana.
RELATO DO CASO: Gestante de 23 anos, idade gestacional 38 semanas, admitida na maternidade com quadro de perda de líquido amniótico e
contrações há 4 horas da admissão associado à ausência de movimentos fetais há 4 dias. Portadora de Osteogenesis Imperfecta forma leve, sem
outras comorbidades associadas, não fazia uso de medicações nem acompanhamento pré-natal. Submetida à raquianestesia no interespaço
L3-L4, mediana, punção única com agulha de Quincke 27G e injeção de bupivacaína 0,5% hiperbárica (10 mg) e morfina (60 μg). Alta no segundo
dia pós-operatório sem queixas.
CONCLUSÕES: A fertilidade está preservada, principalmente naquelas pacientes com o tipo I da doença, e a gestação pode ser conduzida até o
termo. O parto geralmente é cirúrgico devido a deformidades pélvicas da gestante, desproporção cefalopélvica e incidência aumentada de anormalidades
na apresentação fetal. A importância do anestesiologista na equipe está no manejo perioperatório e na escolha da técnica anestésica
mais apropriada a cada paciente.
UNITERMOS: CIRURGIA, Obstetrica: cesariana; DOENCAS, Genetica: osteogenese imperfeita; TECNICAS ANESTESICAS, Regional: subaracnoidea
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