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Influencia da Insuflacao de Gas Traqueal sobre a Capnografia de Pacientes Anestesiados
Ana Carolina Ortiz, Masashi Muneshika, Fernando Antonio Nogueira da Cruz Martins
Rev Bras Anestesiol, 2008;58(5):440-446
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A insuflação de gás traqueal (TGI
– Tracheal Gas Insufflation) é uma técnica que consiste em injetar
gás na traquéia (geralmente oxigênio). É usada em pacientes
portadores de síndrome da angústia respiratória do adulto para reduzir
a capnometria. Em Anestesiologia, a redução da capnometria
pode ser útil, mas não existem estudos sobre a redução da
capnometria com o uso da TGI. O presente estudo avaliou as alterações
proporcionadas pela TGI sobre a capnografia em pacientes
anestesiados.
MÉTODO: Foram avaliados prospectivamente 11 pacientes, 18 a
60 anos, ASA I ou II, não-pneumopatas. Após a intubação traqueal
foi inserido cateter para TGI a 2 ou 3 cm da carina. Os pacientes
foram submetidos à ventilação controlada a volume. Registrou-se
a curva de capnografia volumétrica durante 20 minutos e colheuse
amostra sangüínea para medir PaCO2. Após 20 minutos de TGI
registrou-se a curva de capnografia e foi colhida nova amostra sangüínea
para medir PaCO2. Avaliou-se pressão parcial de CO2 no
fim da expiração (PETCO2) e PaCO2, antes e após TGI. Observouse
curva de capnografia, antes e durante TGI.
RESULTADOS: A PaCO2 e PETCO2 sem TGI foram, respectivamente
(média ± desvio-padrão): 33,48 ± 6,81 e 36,91 ± 6,54 mmHg e,
após TGI, 33,85 ± 8,31 e 36,55 ± 7,93 mmHg, não havendo diferença
estatística entre os valores antes e após TGI, tanto para a PaCO2
quanto para a PETCO2 (p = 0,65 e 0,82). A curva de capnografia
apresentou alterações na fase de expiração do ar alveolar.
CONCLUSÕES: A aplicação da TGI não resultou em diminuição
da PaCO2 e nem na PETCO2, porém alterou a morfologia da curva
de capnografia.
UNITERMOS: ANESTESIA, Geral; MONITORIZACAO, CO2: capnografia; VENTILACAO: insuflacao de gas traqueal
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